domingo, janeiro 22, 2006
Ministério Público se manifestará sobre novo teatro segunda
O Ministério Público avaliará a partir de segunda o projeto para a construção do novo Teatro da Ospa em Porto Alegre. Hoje, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) entregou ao prefeito José Fogaça a Licença de Instalação, última pendência burocrática na prefeitura que impedia o início das obras ao lado do Shopping Total.
O Ministério Público havia questionado o impacto ambiental do empreendimento. O secretário Beto Moesch aposta na aprovação pelo MP, já que o teor da licença é de conhecimento da promotora Ana Maria Marchezan.
A licença emitida pela Smam era aguardada havia mais de dois anos pelo presidente da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Ivo Nesralla. Moradores do bairro Independência criticavam o impacto ambiental que seria causado pela obra. A Smam e o Ministério Público exigiram a readequação do projeto em dois itens: distribuição das saídas de estacionamento por ruas diferentes e a vedação do edifício-garagem que acompanhará a sala sinfônica, evitando poluição ambiental e sonora.
Agora, a missão de Nesralla será a de correr atrás das empresas que haviam se comprometido em investir na construção do novo teatro.
Prefeitura da Capital libera construção do novo Teatro da Ospa
Projeto foi alterado por causa de reclamações de moradores
A prefeitura de Porto Alegre liberou a licença para a construção do novo Teatro da Ospa, junto ao Shopping Total, no bairro Floresta. Devido a protestos de moradores da Rua Gonçalo de Carvalho e a inquérito do Ministério Público, o projeto foi alterado em diversos itens. O secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch, explicou que caso os moradores sejam prejudicados, a licença exige uma indenização.
O projeto incial sofreu modificações. Uma delas se refere à saída de carros do novo Teatro da Ospa. Ela ocorrerá pela Avenida Cristóvão Colombo e Tiradentes, não congestionando a Rua Gonçalo de Carvalho, temor de seus moradores.
terça-feira, janeiro 17, 2006
Haeni Ficht
HAENI FICHT
Será realizada nesta quinta-feira, 19 de janeiro de 2006, Missa em memória de Haeni Ficht, líder e primeiro presidente da AMABI, falecido no dia 9 de janeiro passado.
A cerimônia religiosa ocorrerá na Igreja Pompéia, rua Barros Cassal, 220 às 19h.
Movimento Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

terça-feira, janeiro 10, 2006
Haeni Ficht

Haeni Ficht, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Independência, faleceu nesta segunda-feira.
Foto: Gabriel Brust - Jornal Zero Hora
quarta-feira, janeiro 04, 2006
EUFEMISMOS URBANÍSTICOS
Nociva para o entorno, para a cidade, para o meio ambiente, para a paisagem, a centralização pretendida através de espigões grudados um no outro, coloca em risco a saturação do esgoto cloacal, diminui as áreas permeáveis de solo que se traduz em alagamentos, aumenta a demanda por mais veículos que contribuem para aumentar a poluição, dificulta a ventilação e nos rouba preciosos ingredientes de saúde como o sol e o ar puro. Anestesiados que estamos acreditamos que este é o remédio mais correto para o "abandono" destas áreas.
O Aurelião define como o ato de suavizar a expressão de uma idéia substituindo a palavra ou expressão própria por outra mais agradável. Em matéria urbanística nossos planejadores são eufemistas muito criativos. Lamentável que não tenham a mesma criatividade para planejar.
A mais recente criação eufemística, "MEDIDAS MITIGADORAS", foi apresentada no último dia 18/05 numa reunião promovida pelo Secretaria do Planejamento para avaliar o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) do novo estacionamento do Shopping Total. Numa evidente atitude de desplanejamento os técnicos da EPTC encontraram neste eufemismo uma adaptação duvidosa para os problemas de trânsito que serão provocadas pelo novo Teatro da OSPA. Para convencer incautos, antes adaptar-se ao problema que certamente vai acontecer do que encontrar uma solução concreta planejada para longo prazo. É com este "desplanejamento" que a cidade vai sucumbindo a fórmulas que transformaram o centro numa região irresgatável. À rigor não fomos apresentados a estudos científicos que nos permitissem visualizar os transtornos no trânsito da região.
Durante o encontro os representantes da sociedade civil também tiveram a oportunidade de mais uma vez testemunhar uma já consagrada e nefasta associação de interesses representada pela fúria arrecadadora da Prefeitura, grande interessada em povoar os "vazios nocivos", e um lobby cruel representado por entidades ambiciosas que tentam obstaculizar a qualquer preço as iniciativas da comunidade para atender seu voraz apetite por lucros. Um dos empresários presentes fez uma manifestação puramente fisiológica, sem embasamento científico que lhe desse sustentação. Revelou não ter observado nada que depusesse contra a implantação do Shopping Total. Este senhor desconhece, por exemplo, que as moradias da Rua Gonçalo de Carvalho ficaram sem fornecimento d’água porque a demanda exigida pelo Shopping Total sequestrou o que antes lhes sobrava. Resta-nos saber quem pagou a conta pela nova rede que foi instalada às pressas como consequência deste eufemístico desplanejamento.
*João Paulo S. Fagundes
Membro do PORTO ALEGRE VIVE